MEDICINA HIPERBÁRICA

MEDICINA HIPERBÁRICA

Medicina Hiperbárica

 

A medicina hiperbárica.

 

Uma especificidade da medicina naval.

 

 

 

Pelo ano de 1953, dada a premência de apetrechar a Armada com meios de auxílio médico-terapêutico especializado no suporte a possíveis acidentes disbáricos decorrentes do mergulho militar e para salvamento marítimo, foi adquirida a 1.ª câmara de descompressão do país, instalada na Escola de Mergulhadores, sediada na Esquadrilha de Submarinos.
          Deste modo, desencadeia-se de forma pioneira e simultaneamente a Medicina de Mergulho e Hiperbárica, sob tutela do Serviço de Saúde da Esquadrilha de Submarinos.

A câmara de 1953 perante os padrões actuais, encontra-se obsoleto e que foi transferido para o Museu da Marinha.
          Em 1967, é adquirida pela própria Escola de Mergulhadores uma 2.ª câmara hiperbárica, dotada de maior capacidade operacional e do ponto de vista tecnológico, mais desenvolvida que a de 1953.
          Em 1968, inicia-se em Portugal a aplicação da oxigenoterapia hiperbárica, até à data efectuada por recurso a equipamentos de mergulho autónomo de circuito fechado com O2 puro.

Medicina Hiperbárica

Mergulhar até aos 80 metros de profundidade pode implicar riscos elevados. A subida à superfície é tão ou mais arriscada quanto a descida. Os acidentes de descompressão são uma das maiores ameaças à vida dos mergulhadores. Ocorrem quando o organismo é invadido por bolhas de azoto que podem provocar falhas ao nível vascular ou neurológico, muitas vezes, com consequências fatais.

  

As terapias por oxigenação hiperbárica são utilizadas para reverter muitos destes quadros clínicos. O tratamento consiste em simular, numa câmara, uma pressão ambiente superior à pressão atmosférica mantida ao nível do mar, precisamente aquela onde nos encontramos, para conseguir dissolver as bolhas de azoto que se formaram no organismo. Muitas vezes os mergulhadores podem ter de permanecer entre cinco a oito horas seguidas dentro da câmara, a inalar oxigénio puro.

Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica da Marinha.


Anualmente são registados cerca de 120 ocorrências, em regime de urgência, por intoxicação de monóxido de carbono. Nestes casos bastará um único tratamento, de cerca de hora e meia, para expulsar este gás que se instalou no sangue e que se não for devidamente tratado, pode originar complicações a médio e longo prazo, como exemplifica o director do Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica, Dr. Albuquerque e Sousa: “as manifestações consistem em tremores, incoordenação motora, perturbações de memória e perturbações cognitivas, portanto há uma deterioração das funções intelectuais”.

Esta terapia é ainda complementar no tratamento de doenças crónicas, onde os pacientes são submetidos a tratamentos diários, que podem demorar entre três a seis meses. Das patologias mais referenciadas surgem: a surdez súbita, o pé diabético, e as úlceras crónicas. Representa ainda uma excelente ajuda para acelerar o processo de cicatrização em casos pós-cirúrgicos, e igualmente em doentes oncológicos. “É muito útil no tratamento das complicações associadas à exposição de doentes oncológicos a radiações e ai poderá ser útil o tratamento complementar com oxigénio ou terapia hiperbárica”,


Muito mudou desde que o Hospital da Marinha adquiriu a primeira câmara hiperbárica mas só recentemente, e graças à tecnologia, é que é possível tratar doentes em estado crítico, quando em “2001 adquirimos uma câmara tecnologicamente mais evoluída totalmente medicalizada, apetrechada com um ventilador adaptado ao ambiente hiperbárico, com bombas difusoras para administrarmos medicamentos por via intravenosa


Para além das duas câmaras que funcionam no Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica, Portugal conta ainda com uma câmara no Hospital Pedro Hispano em Matosinhos, e outra no Hospital do Funchal.

 



 

 

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