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MERGULHADORES DA ARMADA

MERGULHADORES DA ARMADA

 

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Historial


    Persiste a dúvida sobre qual terá sido a data exacta do aparecimento de mergulhadores na Armada.

    A primeira e muito interessante referência histórica a actividades com mergulhadores Portugueses remonta ao ano de 1580 e foca precisamente uma operação de natureza militar levada a efeito contra navios: "nadadores Portugueses, nadando debaixo de água, atacam navios Espanhóis fundeados no rio Tejo procurando danificar-lhes o casco".

    Durante três séculos e por falta de elementos bibliográficos, nada se conseguiu saber sobre a actividade de mergulho realizada em Portugal, até que, em 1899, surge então o primeiro diploma oficial referido a mergulhadores sapadores da então designada por Escola de Mergulhadores e Serviço de Torpedos.

Resenha dos Principais Acontecimentos


    1913: é promulgado o 1º regulamento dos mergulhadores da Armada

1949: é criada na "Direcção do Serviço de Submersíveis" uma "Secção de Mergulhadores e de Salvação", destinada à instrução de mergulhadores, e é aprovado um novo regulamento para os 'Mergulhadores da Armada" no qual fica prevista a instrução de mergulhadores civis;

    1959: é criado na 'Direcção do Serviço de Submersíveis" o "Serviço de Mergulhadores e de Salvação, para o qual transita a instrução de mergulhadores, e é aprovado um novo regulamento para os "Mergulhadores da Armada", no qual são pela primeira vez criadas diferentes categorias de mergulhadores: Mergulhadores-Sapadores, Mergulhadores Normais e Mergulhadores-Vigias;

    1961: é criada a classe de Mergulhadores e é constituído o "Centro de Instrução de Navegação Submarina", destinado à preparação do pessoal de navegação submarina e do serviço de mergulhadores;

    1964: são criadas as unidades de Mergulhadores-Sapadores;

    1968: são criadas a especialização em sapador submarino no quadro de praças da Armada, a "Secção n.º 2 de Mergulhadores-Sapadores" e a "Escola de Submarinos e de Mergulhadores"; e é promulgada legislação que regula a prática do mergulho amador e as atribuições da Marinha no campo do ensino desta modalidade;

    1969: A Marinha passa a dispor do N.R.P. "S. ROQUE" como primeiro navio prioritariamente destinado ao apoio a mergulhadores, o qual vem a ser mais tarde equipado com uma câmara hiperbárica e a ser substituído pelo N.R.P. "RIBEIRA GRANDE" (em 1992);

    1973: são criados os Destacamentos de Mergulhadores-Sapadores n.os 1 e 2 e é criada a Escola de Mergulhadores, a qual, para além das suas atribuições no âmbito do ensino, integra o "Serviço de Mergulhadores e Salvação" (com atribuições no âmbito da logística do mergulho);

    1985: é introduzida a alteração ao regulamento dos "Mergulhadores da Armada" alusiva à criação dos mergulhadores-nadadores de combate;

    1994: é extinto o Centro de Instrução de Minas e Contramedidas e são assim transferidas para a Escola de Mergulhadores as responsabilidades do ensino da inactivação de engenhos explosivos; é também promulgado o Regulamento do Mergulho Profissional;

    1997: a Marinha passa a dispor do N.R.P. "SCHULTZ XAVIER" como quarto navio de apoio a mergulhadores.

Quatro Períodos de Avanço Tecnológico


    Em termos genéricos pode dizer-se que a história dos Mergulhadores da Armada neste último século acompanha os avanços tecnológicos na área, distinguindo-se quatro fases:

Até 1934 e em virtude de a Armada dispor até então unicamente de escafandros clássicos (equipamentos de mergulho semi-autónomo com ar respirado em circuito aberto) a formação dos mergulhadores circunscreve-se a actividades do âmbito da salvação marítima, realizadas até à profundidade de 50 metros

  1. Em 1934, transparece o início da segunda era da história do mergulho na Armada. De facto, depois de adquiridos os primeiros equipamentos de mergulho autónomo com oxigénio puro respirado em circuito fechado ("DAVIS" e "SALVUS"), a Armada dá os primeiros passos na área do mergulho militar, através da realização de acções de treino de sabotagem, até profundidades da ordem dos 10 metros.

  2. Mergulho com equipamento de circuito fechado com oxigénio puro. Este é um equipamento especialmente concebido para utilização militar; o seu funcionamento em circuito fechado evita a libertação de bolhas permitindo assim uma maior discrição, ideal para ataques de sabotagem a navios ou instalações portuárias.

  3. Mergulho com equipamento de circuito semi-fechado com misturas gasosas de azoto e oxigénio diferentes do ar atmosférico. Este equipamento destina-se essencialmente ao mergulho profundo (até 54 m) e à guerra de minas.

    Todos os tipos de equipamentos e técnicas de mergulho acima descritas, são ainda utilizadas pelos Mergulhadores da Armada, se bem que, com modelos tecnologicamente mais evoluídos que originais.

 

FONTE;